A FEB NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. 1944-1945
Com a deflagração da 2ª Guerra Mundial, com a Alemanha invadindo a Polônia, o Brasil
dentro das conveniências permitidas, procurou se manter neutro, pois mantinha importantes relações comerciais e militares, com a Alemanha.
Para que possam ter uma melhor compreensão, sobre a evolução das ações relacionadas ao Brasil e a FEB. Passaremos a mostrar de forma cronológica, os principais acontecimentos.
No dia 03/03/39 – A Alemanha invade a Polônia, dando inicio a 2ª Guerra Mundial. Apesar da Inglaterra e França declarar guerra à Alemanha, o Brasil mantinha-se neutro, em relação ao conflito.
No dia 03/10/39 – Reunidos no Panamá, os chanceleres dos países americanos
reafirmam os princípios da solidariedade continental e traçam as normas que regularão
a observância da neutralidade dos Estados americanos face ao conflito europeu. Uma
das resoluções estabelece uma zona de segurança marítima no Continente.
Em Julho de 1940, reunidos em Havana, os chanceleres dos países americanos aprovam uma declaração considerando que “todo atentado de um Estado não americano contra a integridade ou a inviolabilidade do território e contra a soberania ou independência política de um Estado americano será considerado como um ato de agressão contra os Estados que assinam esta Declaração”.
07-12-41 – Os japoneses atacam a base norte-americana de Pearl Harbour, no Havaí. A guerra se generaliza. Itália e Alemanha declaram guerra aos Estados Unidos no dia 11.
Cuba é o primeiro país do Continente a declarar guerra aos inimigos dos Estados Unidos.
Em 07-01-42 – O Brasil rompe relações diplomáticas com os países do eixo.
No dia 28-01-42 – O Governo Brasileiro atende a resolução nº 15 da Segunda Reunião de Consulta dos Chanceleres das Repúblicas Americanas e rompe relações diplomáticas com os países do Eixo.
Encerra-se no Rio de Janeiro a 3ª Reunião de Consultas dos Ministros do Exterior das Repúblicas Americanas, aprovando resolução recomendando o rompimento de relações dos Estados americanos com os países do Eixo. No discurso de encerramento, o Chanceler brasileiro Oswaldo Aranha anuncia o rompimento de relações diplomáticas do Brasil com a Alemanha, a Itália e o Japão.
No dia 03-03-42 – É assinado o acordo de Arrendamento e Empréstimo, entre EUA e o Brasil.
Foram contratados U$362 mil, os quais foram quitados até 1956.
31-08-42 – O governo brasileiro declara estado de guerra em todo território nacional.
No dia 22-08-42 – Em razão dos afundamentos sucessivos de navios mercantes nacionais, é declarado o estado de guerra contra a Alemanha e a Itália.
O Governo brasileiro comunica à Alemanha e à Itália que “ante o inegável ato de guerra contra o país”, com o afundamento dos cinco navios na costa de Sergipe, foi criada “uma situação de beligerância que somos forçados a reconhecer na defesa da nossa dignidade, da nossa soberania e da nossa segurança e da América”.
No dia 16-09-42 – O governo brasileiro ordena a mobilização geral em todo território nacional.
21-10-42 – os jovens de Bragança Paulista/SP. convocados para FEB chegam ao 6º.RI em Caçapava/SP.
No dia 09-08-43 – É Decreto a de criação da FEB – Força Expedicionária Brasileira. Convidado o Gen. Mascarenhas de Morais para o comando de uma das 3 divisões planejadas.
Em 07-10-43 – Começa a organização da 1a DIE do Gen. Mascarenhas.
23-11-43 – O planejamento completo da FEB prevê 3 DI e elementos orgânicos de Corpo de Exército, incluindo órgãos de comando, tropas especiais de serviços e aviação.
04-12-43 – Inicia-se uma rigorosa inspeção de todos os elementos do 11ºRI, para a seleção dos aptos começando pelo seu comandante.
No dia 06-12-43 – O Gen. Mascarenhas, cmt. da 1a DIE, chefia comissão militar brasileira que vai observar o campo de batalha ao Norte da África e na Itália iniciando pelas bases em Argel.
Na África, o Gen. Mascarenhas se encontra com Eisenhower e na Itália, com Gen. Mark Wayne Clark, Cmte. do 5º Exército Norte-americano.
Retornam no dia 30/12, onde entregam as diretrizes e sugestões a serem seguidas pelas autoridades responsáveis de preparar adequadamente a FEB, para o teatro de operação europeu.
No dia 18-12-43 – É criado o 1º Grupo de Aviação de Caça, onde, por decreto (Decreto-Lei 6.123) é nomeado como comandante o Maj.Av.Nero Moura. Constituido por voluntários.
No dia 14-02-44 – O 11º RI se desloca, para o Rio de Janeiro, numa cerimônia cívico-religiosa, se despede de São João Del Rei. Seguiram por via férrea. Ao chegarem ao Rio de Janeiro, marcharam direto, para seu novo acantonamento, no Morro do Capistrano, nos pavilhões de madeira, construídos especialmente para o 11º RI.
É criado o distintivo “BRASIL”, através do decreto nº14.751.
o Art. 1º – É criado o distintivo a ser usado pelos oficiais e praças da Força Expedicionária Brasileira, de acordo com as características e o modelo que a este acompanha.
o Art. 2º – O presente decreto entra em vigor na data de sua publicação.
ESCUDO DE VERDE-OLIVA ESCURO, COM A PALAVRA “BRASIL”, EM LETRAS BRANCAS.
DIMENSÕES DO ESCUDO: 0,060 DE LARGURA POR 0,070 DE ALTURA.
DIMENSÕES DAS LETRAS: 0,015 DE ALTURA OU SEJA, IGUAL A ¼ DA LARGURA DO ESCUDO.
25-02-44 – Troca de prisioneiros brasileiros, entre os quais o Embaixador na França, Sousa Dantas, internados no campo de concentração de Godensberg, na Alemanha, por prisioneiros alemães no Brasil, tendo agido como intermediários os Embaixadores da Espanha e Portugal.
09-03-44 – Por ordem superior, o 6º RI se desloca, para o Rio de Janeiro, por via férrea, acantonando no edificio do Batalhão Escola na Vila Militar. Seu efetivo de guerra foi completado por aproximadamente 600 homens oriundo dos Estados do Paraná, Santa Cataria e Mato Grosso.
17-03-44 – Pelo decreto nº15.092, é criado o regulamento, para o sistema de identificação do exército.
PLACA DE IDENTIFICAÇÃO DA F.E.B. (DOG TAG)
Art.46 – Em campanha, oficiais e praças serão identificados, por meio de “placa de identificação”, de uso pessoal e permanente.
Art.47 – As placas terão 5cm de comprimento, por 2,8cm de largura e cerca de 1mm de espessura.
Art.48 – Serão fabricadas em metal que resista longo tempo ao contato com o corpo e com a terra e que seja de fácil gravação.
No dia 20-03-44 – O PLANO DE UNIFORMES DA FEB foi o regulamento para uso dos mesmos, constante no decreto 15.100, desta data, e publicado no Diário Oficial da União do mesmo dia.
No dia 31-03-44 – A infantaria da 1a DIE desfila, pela 1ª vez, na cidade do Rio de Janeiro-DF. Retornando a pé, para a Vila Militar, num trajeto de 30km. Sob o comando do Gen Zenóbio da Costa.
Em 06-06-44 – Aprovado o preâmbulo da Carta de São Francisco. O Brasil declara guerra ao Japão.
TEM INICIO A OPERAÇÃO OVERLORD (DIA D), NAS PRAIAS DA NORMANDIA.
No dia 28-06-44 – Inicia-se à 6:30h, da manhã deste dia, a operação de embarque do 1º escalão, na madrugada deste dia, partindo da Vila Militar, na zona Oeste do Rio, por transporte ferroviário, pela estrada de ferro Central do Brasil, com destino ao Cais do Porto do Rio de Janeiro prosseguindo o Plano de Manobras, durante as noites de 29 e 30/06. Sob total sigilo, as composições ferroviárias, mantinhan-se com as luzes apagadas e janela fechadas. A área de embarque, no Cais do Porto estava completamente isolada.
Dia 02-07-44 – Ás 5:43h. da manhã deste dia desatraca, do Cais do Porto do Rio de Janeiro, o navio-transporte americano (AP112) Gen W. A. Mann levando o 1º. Escalão da FEB, basicamente formado pelo 6o RI “Ipiranga”, com destino, até então ignorado. Com efetivo de 5.075 homens (inclusive 304 oficiais).
16-07-44 – (Domingo) Chega à Itália, atracando por volta das 9:00h., no porto de Nápoles, o 1º. Escalão da FEB, sendo transferido para o estacionamento das tropas aliadas em Bagnoli.
De acordo com seu relatório de bordo: aproxima-se do Pier “A” e atracacando no atracadouro 8.
Precisamente às 12:50h. desembarcam os Generais Mascarenhas de Moraes e Zenóbio da Costa passando em revista uma tropa americana, que estava formada no cais.
Aguardando está o Gen. Jacob L. Devers Cmte.do Teatro de Operações do Mediterrâneo;
Às 13:00h. começava desembarcar o pessoal do 1º escalão.
Os 5.081 homens, depois de 14 dias de viagem, desembarcam, com o saco de pertences (saco “A”) levando 2:45mi, para o término.,
Por volta das 14:00h. o Regimento seguiu a pé por 1 quilometros, em marcha sem cadência, até chegar a estação ferroviária de Napoles (Stazione Centrale) embarcando em composições de trem elétrico da Ferrovia Dello Stato, para Bagnoli, percorrendo mais uns 17km indo acampar na zona de Agnaro, na cratera do Vulcão (Astoria).
A tropa desarmada passa pelo centro da cidade em direção a estação ferroviária e a população se aproxima perguntando que eram?!
Um grupo de senhoras exclamam: “Madonna! Tutti prigionieri tedeschi!”.
Foi necessário que os soldados apontassem para o emblema (Coração Brasil) e gitassem “brasiliani”!.
Chegam a “Piazza Garibaldi”, onde embarcam. Trinta homens em cada vagão poeirento!.
Ao chegarem a estação, imediatamente aparecem os “Scugnizzi” (apelido dado as crianças de rua napolitanas) pedindo cigarros, chocolates, etc.
O pessoal “baixado”, por doenças foram direto, em caminhões, para 182º HOSPITAL DE BASE, localizado em Nápoles.
Viajam por cerca de 20 min. Até chegarem a BAGNOLI, onde desembarcam e marcham sem cadência cerca 1:30h. Até chegarem a cratera do ASTÔNIA.
AGNARO é o primeiro acampamento da FEB, na Itália. Situado numa ampla cratera do Vulcão extinto, possuia água encanada que corria até as 20:00h.: água quente, para banho trazida das profundezas do vulcão e a comida tipo americana, inicialmente em latas, era abundante.
Fora do horário do banho quente, a turma se defendia no celebre “BANHO DE LATA”. Normalmente eram dois que se banhavam de comum acordo. Um se ensaboava e o companheiro jogava a água, que tirava de uma lata tipo de querozene, por intermédio de uma caneca do cantil. Fazia-se o revezamento dessa operação e o banho terminava.
SANITÁRIOS COLETIVOS – Outra coisa estranha, para os nossos “Pracinhas”, eram os sanitários de Campanha, estes eram coletivos, com duas armações de madeira, com aberturas redondas, onde os ocupantes se sentavam um de frente para o outro e ao lado, sem qualquer isolamento.
Na cratera foram descobertas varias sepulturas de soldados alemães.
09/07/44 – O 1º Ministro britanico Winston Churchill visita o V Exército Americano em Cecina/It. Ao passar em revista a tropa se deteve diante dos brasileiros, onde foi informado de sua presença. Em seu discurso fez referências simpáticas sobre à cooperação do Brasil.
05-08-44 – Efetiva-se a incorporação do 1º escalão da FEB ao 5o Ex. americano, na Itália.
Em 19/08/44 – A França é libertada, pelos americanos, ingleses e franceses.
No dia 06-09-44 – Primeira tropa brasileira a entrar em ação, a 1a Companhia do 9o BE é posta à disposição do 4o Corpo do 5o Ex. para construir ponte ao N do Rio Arno.
Dia 11-09-44 – segunda-feira – O Gen. Clark, cmt. do 5o Ex., visita as tropas brasileiras, em Vada acompanhado do comandante do IV Corpo de Exército americano Gen. Crittenberger, no final do período de instrução para o combate e as considera aptas para entrar em combate.
15-09-44 – quinta-feira – À noite, o Destacamento FEB entra em linha de combate, substituindo tropas do 2º/370ºR.I./ 92ª.Div. americana (exclusiva de negros), a Oeste de Filettole.
16-09-44 – A FEB entra efetivamente em ação, no front italiano. No extremo ocidental, participando da ofensiva aliada contra a “Linha Gótica” alemã, tropas brasileiras (2ª.Cia./I Btl./6º.RI.) ocupam Massarosa, Monte Comunale, e Il Monte. Neste mesmo dia os brasileiros ocupam Bozzano e Chiesa, sem muita resistência.
Nesta data o 1º Grupo de Aviação de Caça é também incorporado ao 350º Regimento de Caças Norte-Americano.
Dia 22-09-44 – As 12:20h partem do cais do Rio de Janeiro, o comboio dos dois novos escalões, o grosso da 1a DIE, o 2º. e 3º. Escalões.
No dia 06/10/44 – domingo – Atracam no porto de Napoles, os 2º e 3º escalões. O navio AP-116 Gen. Meigs entra primeiro no cais de Nápoles, seguindo do navio Gen. Mann.
No dia 08-10-44 – Após dois dias aguardando para desembarcar, os dez mil pracinhas seguem para o Porto de Livorno, em 60 embarcações modelo LCI (Landing Craft Infantry- Lanchas de desembarque de tropas), a duração do percurso foi de 36 horas de mar muito agitado. De lá seguem em caminhões, para o acampamento militar no Parque da Quinta Real Tenuta de San Rossore, um bosque préviamente preparado, para receber os pracinhas brasileiros, fica próximo da cidade histórica de Pisa (a Torre Inclinada).
13-10-44 – Os alemães fazem os primeiros prisioneiros brasileiros: Os soldados telefonistas Guilherme André de Morais e João Lopes, tendo este conseguido ludibriar a vigilância da patrulha inimiga e retornado às nossas linhas.
17-10-44 – O Min. Da Guerra Gen. Eurico Gaspar Dutra, visita a linhas de frente, da F.E.B. Num almoço ele faz a sugestão da criação de um novo emblema, para a FEB.
Em 31/10/44 – O Destacamento FEB conquista as localidades: Lama di Soto, Lama di Sopra, Prodoscello, Pian de los Rios, Collo e Monte S. Quirico. Em madrugada de muita chuva, um violento contra-ataque alemão retoma dos brasileiros as posições perdidas na véspera.
A FAB tem seu BATISMO DE FOGO.
No 04-11-44 – Começa o deslocamento da FEB, para o Vale do Reno que duraria até 09/11/44. O 6o.R.I. substitui o G.T.B. (EUA), nas alturas de BOMBIANA – BRAINETTA – VOLPARA – TORRE di NERONE – FORNACI – QUERCETO.
Nos dias 24 e 25-11-44 – Como operações “preliminares”, duas ações da TF 45 americana, estando-lhe adidos a 92ª.Div.Inf.(Bufalo), o Esquadrão de Reconhecimento e o 3º/6ºRI brasileiro, contra Monte Castello sem resultado positivo. (1º. e 2º. Ataques ao Monte Castello – há algumas literaturas que consideram esses ataques, como uma única operação, isto é, a 1ª.tentativa de conquistar Monte Castello.).
29-11-44 – Primeiro ataque a MONTE CASTELLO, sob responsabilidade do comando brasileiro, redunda em revés. Os alemães registram apenas 12 baixas, 03 mortos e 9 feridos. (2ª. Tentativa geral de conquistar MONTE CASTELLO). Neste ataque a 1ª.DIE dispunha dos seguintes meios de combate, articulados numa frente de 15Km: 1º RI; 6º RI; Cia de Obuzes do ; 13º Btl.de Tanques, americano; 2 Pelotões do 751º de Tanques, americanos; 1 Pelotão do 894º Btl de Tanques Destróieres, americano; Artilharia divisionária completa (os 4 grupos); 9º.Batalhão de Engenharia; 1ªCia. de Transmissões w 1º.Esquadrão de Reconhecimento. As reservas articuladas da 1ªDIE, em SILLA e VAIARANA, compunham-se do 2º/6º RI e da 1ª/1º/6ºRI.
12-12-44 – Segundo ataque frustrado brasileiro ao MONTE CASTELLO, com maus resultados, com muitas baixas. Contabilizamos 140 baixas (entre mortos, feridos e extraviados), contra 12 baixas inimigas (06 mortos e 06 feridos) Transferidos para a FAB no Rio de Janeiro-DF 15 hidroaviões Catalina dos EUA.(3ª Tentativa geral de conquista de Monte Castello).
07-02-45 – BI N° 48 da 1ª DIE – O distintivo da “Cobra fumando” substitui em toda a FEB, o antigo distintivo “Coração Brasil”, conforme autorização do Ministro da Guerra.
Aos oficiais estrangeiros que exerceram funções ligadas à FEB é facultado o uso do distintivo da “Cobra fumando” no braço direito.
Na visita ao front, no dia 14/10/44, pelo Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra, este percebe que as Unidades norte-americanas, inglesas e sul-africanas, entre outras de lutavam na região ostentavam seus distintivos coloridos (patch) diferenciando-as das demais Unidades.
Desta forma sugeriu que fosse criado um distintivo também, para FEB.
Sabe-se que, este distintivo foi inspirado, em resposta ao “dito popular” de que: “era mais fácil uma cobra fumar, do que o Brasil mandar tropas, para a guerra”.
Daí surgiram também as expressões: “ A cobra vai fumar”, “A cobra está fumando.
19-02-45 – A 10ª Div.Montanha, em continuidade aos planos determinados continua avançando em direção do MONTE BELVEDERE.
Incidente com elementos da 10th Mountain Division (US)
Às 15:00h. aproximadamente, os americanos reiniciam sua progressão pela linha das cristas.
Às 15:30h., pouco mais ou menos, uma Cia. de americanos ultrapassa os Pels. de Mtrs. da CPP, localizados em MAZZANCANA, desce as encostas dessa elevação, dirigindo-se para Fornace, parecendo haver perdido a direção, aí encontram os elementos da 2ª Cia./1ºRI, em posição, devido a grande semelhança de cor, dos uniformes dos pracinhas, com dos alemães, na dúvida os americanos atiram sobre os brasileiros pelas costas, matando um fuzileiro de F.M. Estes elementos da Cia. americana, deveriam se dirigir para MONTE della TORRACCIA, mas perderam a direção, descem o espigão de FORNACE, passam pelo ponto 780 e cruzam a frente a 1ª/1ºRI além do ponto 930.
Confusão, dúvidas. Seriam alemães? Pedidos de informações, ordens para que parasse, nada!. Os americanos prosseguem desorientados interpondo-se entre os fogos brasileiros e alemães.
Os alemães percebem a confusão e se aproveitam dela e fogem aos mangotes!. Uns 30 alemães arrastando um canhão, escapam de serem liquidados, por elementos da 1ª Cia/1ºRI.
No dia 21-02-45 – O 1º RI apoiado por unidades do 11º RI conquista o MONTE CASTELLO e a ocupação definitiva da vila de ABETAIA. (seria o 3º Ataque brasileiro ao MONTE CASTELLO e a 4ª tentativa geral).
Às 17:45h. a voz do Major Franklin vem pelo rádio, em tom forte – “Estou no cume do CASTELLO!”.
23/24-02-45 – Captura à noite da elevação de La Serra, depois dos alemães oferecerem forte resistência, a cota 958 e aldeia de BELLAVISTA, repelindo pelos brasileiros, fortes contra-ataques alemães. (2º/1ºRI com apoio do 2º/11ºRI).
01-03-45 – É autorizada, pelo Cmdo da 1ª D.I.E., a alteração no uniforme da FEB. É criado a BLUSA MODELO D.I., resultado da alteração nos cortes das blusas versões B-1 e B-2.
No dia 04-03-45 – 1ª/1º/6ºRI, realiza um reconhecimento agressivo, sobre as imediações do Soprassasso, onde ocupa as Cotas 664, 702 e 882, de onde partiria o ataque a Castelnuovo di Vergato.
Em 05-03-45 – O 6ºRI ocupa o SOPRASSASSO. Ao cair da noite desta 2a feira, o 3ª/1º/6ºRI conquista CASTELNUOVO di VERGATO, após ter tomado BRAINE e LE VIGNE.
Dia 20-03-45 – O 2º/1ºRI. é substituído pelo 3º/6ºRI.
A 2ª/1º/1ºRI., ocupou as posições da 9ª/3º/6ºRI., em ROCCA CORNETA.
O Destacamento OLIVER substitui os elementos do o. Esqd. Rec., em MONTE, SERRASCCIA.
No dia 09-04-45 – Começa a grande Ofensiva da Primavera lançada pelo 15o Grupo de Exércitos, a qual terminará em 02 de maio com a capitulação incondicional das forças existentes na Itália.
Dia 14-04-45 – Tomada de Montese pelo 11ºRI, desdobra-se sangrenta luta pela posse de Serretto e alturas do maciço de Montello, a L do Panaro, somente dominados por fim na tarde de 17. Ao fim dessa jornada, a FEB contabilizou 34 mortos, 382 feridos e 10 extraviados. Foram aprisionados 107 alemães, entre os quais 04 oficiais.
No dia 17-04-45 – O ataque é suspenso e as posições conquistadas são consolidadas. Durante todo este dia os duelos de artilharia e morteiros continuaram com bastante intensidade, principalmente nas regiões de Montese – Serreto – Campo Del Sole.
Dia 22-04-45 – Dia de glória dos pilotos do 1o Grupo de Caça da FAB, na perseguição aos alemães em retirada para além do rio Pó. Realizaram o maior número de missões num só dia. Tornando esta data, o DIA DA AVIAÇÃO DE CAÇA.
A PERSEGUIÇÃO
24-04-45 – O Q.G. Avançado é deslocado para Vignola.
É formado um Destacamento Motorizado, com:
2º/1ºRI.
3º/6ºRI.
1ªCia. E, um pelotão de reconhecimento, dois pelotões de CC , dois pelotões de DT. Todos do 894º BDT norte-americano.
O Destacamento acima inicia-se o deslocamento por GUIGLIA – BAZZANO – SPILAMBERTO – FORMIGINE, desbordando as resistências de MARANO SUL PANARO e VIGNOLA.
O 3º/6ºRI. ocupa MAGRETA.
O 1º/1ºRI. ocupa FORMIGINE
O 1º/11ºRI ocupa Morandela e Casalgrande.
O 3º/11ºRI, continua seu avanço para Moranello – Fiorano – Sassuolo terminando o dia em Scandiano..
O 2º/11ºRI ocupa Puianello, e reconhece Montecavalo.
Nos dias 26/27-04-45 – O 1º Esquadrão de Reconhecimento e forças do 6ºRI travam combates noturnos em Collecchio, no vale do rio Taram, a SO de Parma. Por volta das 20:30h. o Major Ramagem instala seu PC numa igreja tomada aos alemães.
O 3º/11ºRI ocupa San Polo D’Enza, as 13:50h. Desloca-se para Quatro Castella.
O Esqd.Rec. mantém pela 2ª vez contato com o Esqd.Rec. da 34ªDI.
A 8ª/3º/6ºRI. avança contra FORNOVO di TARO, a fim de aprisionar elementos vindos de LE SPEZIA.
O Esqd.Rec. ruma em direção a COLLECHIO e entra em contato com as resistências que guarneciam a cidade.
O 1º pelotão do Esqd.Rec. ocupa SALA BAGANZA e o 3º e 2º pelotões entram em COLLECHIO , a fim de verificar qual a natureza e o valor do inimigo que aí se encontravam.
27-04-45 – Pouco antes do amanhecer, os alemães tentam romper o cerco na direção de Parma, mas foram repelidos. Collechio foi então tomada e por volta das 12:00h. patrulhas de limpeza haviam concluído a conquista. Foram aprisionados 588 alemães, 100 cavalos, canhões e uma cantina ambulante.
• O ditador BENITO MUSSOLINI foi preso pelos partigianis italianos, portanto exprssiva quantidade de ouro e libras esterlinas, quando tentava evadir-se para a Alemanha. Foi fuzilado no dia seguinte. Seu corpo mutilado foi exposto na PIAZZALE LORETO, em Milão, junto com sua anante Claretta Petacci, no mesmo local, onde os alemães fuzilaram 15 resistentes italianos deixando seus corpos expostos por 24 horas.
Em 28-04-45 – Informações passadas pelo IV Corpo do Exército Americano, informavam a presença de cerca de 2 mil homens e 40 blindados na região de Fornovo e era imprescindível evitar que eles atravessassem esta linha. O Coronel Nelson de Melo então, dispôs duas baterias de Artilharia, uma Companhia de Engenharia e uma Companhia de Tanques nesta posição atuando sobre Fornovo, nas direções de Montecchio-Gaiano (I/6º RI), San Michelle-Respiccio (II/6ºRI), Bosconcello-Felegara (III/6ºRI), e tendo o lado oeste protegido pelo Esquadrão de Reconhecimento, enviou mensagem ao inimigo que se rendesse, mesmo após terem tentado por 2 vezes romper a barreira, procurando alcançar o vale do Rio Taro. O Esquadrão, sob o comando do Cap Pitaluga, ao chegar junto à vanguarda da 148ª Divisão alemã, age com ‘incrível rapidez’ e se atira ‘audaciosamente’ sobre dois Batalhões da 90ª Div Panzer, que faziam a frente da 148ª Div Alemã. ‘Contava para isso, exclusivamente, com os seus três Pelotões de Reconhecimento, com um efetivo de 120 homens apenas’. Após as ações em Collecchio, o Esqd foi lançado em outro eixo: No Ceto – Medesano – Felegara – Fornovo, para impedir que o inimigo atingisse a Estrada nº 9. Após cumprida essa missão, o inimigo foi fixado em Felegara (ocasião em que o Esqd perde uma de suas viaturas), continuando o Esquadrão a ameaçar a direção de Fornovo. A atuação audaciosa do Esquadrão deteve o movimento da força alemã, dando tempo para que o 6º RI (Regimento Ipiranga) cerrasse à região, de modo a completar o bloqueio das passagens por onde a divisão alemã poderia forçar sua retirada, bem como atuar ofensivamente contra a vanguarda inimiga.
No dia 29-04-45 – Em Segara, foi repelido outro contra-ataque alemão. Para a rendição incondicional ficou estabelecido que a ação da artilharia brasileira cessasse a partir das
30-04 -45– As 5:30h. da manhã teve o reinício do processo de rendição.
Às 5:30h., após pequena pausa durante à noite, nos trabalhos de rendição, surgiu o 4º Batalhão de Montanha (alemão), na frente de SELEGARA.
• As 18:00h. o Gen. Otto Fretter Pico, comandante da 148º Divisão Alemã, se apresenta com todo seu Estado-Maior.
• O Gen. Amilcare Farina, Cmte. da Divisão San Marco (ago.44 – abr.45), fugiu para não se entregar prisioneiro, deixando seus homens em plena ação.
• Nada menos de 14.779 alemães e italianos se tornaram prisioneiros em dois campos próximos, instalados pelos brasileiros. O general alemão Otto Fretter-Pico e o general italiano Mario Carloni foram escoltados até Florença pelo general Falconiere e general Zenóbio, que os entregaram ao 5º Exército norte-americano, juntamente com 6 milhões de liras também tomados pelos brasileiros.”
• No cerco de Fornovo rendem-se a 148º DI alemã, o 361o Batalhão blindado da 90a Panzer Grenadier nazista e as fascistas divisão “Itália” e a 4ª Divisão Alpina “Monterosa”.
01-05-45 – A FEB entra em Turim.
HITLER SE SUICIDA, no seu bunker, em Berlim.
O 1º Esqd.Rec., reconhece as cidades de VERCELLI e TURIM.
O 1º/11ºRI. ocupa a cidade de TURIM, sem resistência.
02-05-45 – O 1º/11ºRI reforçado ocupa Turim, na região de Piemonte e a vanguarda alcança Susa, a 32km da fronteira francesa, estabelecendo ligação com a 27a DA do Exército francês.
O 1ºEsqd.Rec., envia uma patrulha na direção de BRIANÇON, estabelecendo contato coma 27ª Div.Francesa.
O 1º Esqd.Rec., envia outra patrulha para CALUSO, onde encontra unidades do 75º. Cex. (Alemão), que se aprestavam para renderem-se aos americanos.
A 6ª/2º/11ºRI., ocupa a cidade de CASALE.
O 3º/11ºRI. estaciona nos lugarejos de OCCIMIANO e MIRABELLO, onde a tarde desloca-se para VERCELLI.
Uma patrulha do 3º/11ºRI., avança sobre NOVARA.
Chega a Ordem Geral, para cessar as hostilidades em todo o território italiano, onde a comunicação foi recebida pela tropa, com muita emoção e geral contentamento.
Terminadas em definitivo as hostilidades na Itália com a rendição incondicional do inimigo nazi-fascista.
É oficialmente dada como encerrada, para o T.O. a Itália, pelo então Gen. Mark Clark, Cmte. do XV Corpo de Exércitos.
05-07-45 – Inicia-se o embarque da 6ºRI, no navio de transporte de tropa americano Gen. Meiggs.
No dia 18-07-45 – Chega ao Rio de Janeiro o 6º.RI. Parada da Vitória na cidade do Rio de Janeiro, desfilando os primeiros contingentes chegados da Itália por mar neste mesmo dia e um pelotão representativo da 10a Div.Mth dos EUA, ante a presença aplaudida dos generais americanos Clark, Ord, Crittenberger e Brann.
Ao desembarcarem a L.B.V. “paga” aos nossos pracinhas um pequeno lanche, que serviu de almoço.
Em 10 de Agosto de 1.945, Bragança Paulista comemora o retorno dos expedicionários bragantinos.
Dia 31-07-45 – Desfile grandioso do 6ºRI “Ipiranga” na capital de S.Paulo.
